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Categorias e taxonomia: como organizar um catálogo de milhares de produtos
Por Manuel Mattar3 min de leitura
Em resumo
Uma taxonomia é a árvore de categorias que organiza um catálogo, do geral ao específico. Ela funciona quando segue a forma como o comprador busca, e não como o depósito se organiza, quando cada produto vive na categoria mais específica possível e quando a árvore própria é traduzida para a de cada canal em vez de copiada à mão.
Para que serve uma taxonomia
Uma taxonomia é a árvore de categorias do catálogo: Ferramentas › Elétricas › Furadeiras. Ela serve a três públicos ao mesmo tempo:
- Ao comprador, que navega do geral ao específico até chegar ao que procura.
- Aos buscadores, que usam a estrutura do site e os links internos para entender do que trata cada página. O Google dedica a isso uma página da documentação dele para lojas virtuais.
- À sua equipe, que usa a categoria para saber quais dados cabem a cada produto.
Uma taxonomia mal pensada se nota em tudo: categorias com centenas de produtos sem ordem, produtos que ninguém encontra e fichas que pedem dados que não se aplicam.
Desenhar a árvore: como o comprador busca
O erro mais comum é copiar a organização interna: o corredor do depósito, o departamento de compras ou a marca do fornecedor. O comprador não pensa assim. Para desenhar a árvore:
- Comece pelo que você vende, não pelo que gostaria de vender: agrupe os produtos que você tem hoje.
- Dê nomes do jeito que o comprador fala. «Furadeiras», e não «Ferramenta rotativa elétrica».
- Busque equilíbrio. Uma categoria final com três produtos e outra com oitocentos são sinal de que a árvore não está equilibrada.
- Separe o que é filtro do que é categoria. «Furadeiras sem fio» costuma funcionar melhor como filtro (tipo de alimentação) dentro de «Furadeiras» do que como uma categoria à parte.
Categorias e filtros trabalham juntos
A categoria diz o que é o produto; os atributos dizem como ele é. Em uma loja, a categoria define a listagem e os atributos alimentam os filtros dessa listagem: potência, voltagem, marca, preço. Essa combinação é a busca por facetas, e ela depende de que os atributos estejam completos e normalizados.
Por isso vale a pena que cada categoria tenha uma família de atributos associada: o produto que entra em «Furadeiras» sabe de quais dados precisa.
Uma árvore própria e uma por canal
Cada canal tem a própria árvore de categorias, e ela muda. Se você usa a de um marketplace como a sua árvore, fica preso às mudanças dele e não consegue vender da mesma forma em outro canal. O que funciona é:
- uma árvore própria, pensada para o seu catálogo e a sua loja;
- uma correspondência entre a sua árvore e a de cada canal, aplicada ao exportar.
Assim você muda uma vez a categoria de um produto e cada canal recebe a dele.
Erros comuns
- Uma categoria «Outros» que cresce sem controle. É o sinal de que a árvore não cobre o que você vende; revise o que há ali todo mês.
- Categorias por marca. A marca é um atributo e um filtro, não um galho da árvore, a não ser que você venda poucas marcas muito diferentes.
- Nomes internos. Um código de departamento ou uma abreviação de compras não diz nada ao comprador nem ao buscador.
- Duplicadas com outro nome. «Furadeiras» e «Marteletes e furadeiras» como categorias irmãs confundem todo mundo.
- Mudar a árvore sem mapear a anterior. Se você move categorias, verifique se cada canal continua recebendo a dele e se as páginas antigas não ficam órfãs.
Manter a árvore viva
Uma taxonomia não é desenhada uma vez para depois ser esquecida. A cada temporada entram produtos novos que não se encaixam bem, e as categorias crescem de forma desigual. Vale a pena revisar de tempos em tempos quais categorias cresceram demais, quais ficaram vazias e quais produtos estão em uma categoria genérica porque não se soube onde colocá-los.
Como o Bruxel resolve isso
No Bruxel, cada organização tem a sua árvore de categorias, e uma categoria pode ter uma família de atributos padrão, herdada pelas subcategorias e pelos produtos que entram nela, como explica o guia de atributos e famílias. A categoria de cada produto viaja para cada canal nas colunas que esse canal define ao exportar. Se o seu catálogo chega sem categorias, o Bruxel pode propô-las com IA para que alguém as revise. Para começar pelo básico, veja o que é um PIM.
Perguntas frequentes
Quantos níveis a minha árvore de categorias deve ter?
Os necessários para que cada categoria final agrupe produtos parecidos e não em excesso. Mais níveis do que o comprador percorre só acrescentam cliques; menos deixam categorias com centenas de produtos que ninguém consegue revisar.
Um produto pode estar em várias categorias?
Pode, e às vezes vale a pena, por exemplo em uma categoria sazonal. O importante é que ele tenha uma categoria principal clara, que é a que define os atributos dele e a que é enviada aos canais que pedem uma só.
Uso as categorias de um marketplace como a minha árvore?
Melhor não. Cada canal tem a própria árvore, e ela muda com o tempo. Vale mais a pena ter uma árvore própria, pensada para o seu catálogo, e traduzi-la para a de cada canal ao exportar.
Fontes
Sobre o autor
Manuel Mattar
Fundador da Bruxel.AI
Fundou em 2014 a Wolf Sellers, agência de comércio eletrônico na Cidade do México, e depois a Bruxel.AI, o PIM com IA.
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