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Catálogo em dois idiomas: como traduzir fichas para vender em outro país
Por Manuel Mattar3 min de leitura
Em resumo
Para vender em outro idioma, vale a pena traduzir a ficha já publicada no idioma principal, em vez de reescrevê-la do zero: assim as duas versões dizem o mesmo. O texto é traduzido, os códigos e os dados técnicos são copiados como estão, cada idioma vai na própria URL e cada versão é enviada ao canal desse mercado.
Traduzir não é escrever de novo
Quando uma loja começa a vender em outro idioma, a tentação é escrever cada ficha de novo: outro redator, outra ferramenta, outro texto. O resultado são dois catálogos que dizem coisas diferentes sobre o mesmo produto. Uma medida que mudou em um idioma e não no outro, um benefício que só aparece em inglês, um aviso que se perdeu na tradução.
A forma mais segura é traduzir a ficha aprovada do idioma principal. Assim a versão em outro idioma diz o mesmo, e revisá-la é comparar dois textos que deveriam coincidir, não avaliar um novo.
O que se traduz e o que se copia igual
Nem tudo em uma ficha é texto para traduzir:
- Traduzir: o nome comercial, as descrições, os tópicos, os metadados para buscadores e as perguntas frequentes.
- Copiar sem mudança: o SKU, o GTIN, os nomes de marca e os nomes próprios.
- Revisar com cuidado: as unidades e os tamanhos, porque alguns mercados usam outro sistema; e os termos técnicos, que às vezes ficam no idioma original.
Um bom fluxo de tradução sabe quais campos são texto e quais são dados, e não traduz um código nem uma marca.
As palavras com que outro mercado busca
Traduzir bem não é só mudar de idioma: é usar as palavras com que o comprador desse mercado busca. Um mesmo produto pode ter um nome diferente em cada país. Antes de traduzir um catálogo grande, vale a pena verificar como os concorrentes e os canais desse mercado chamam os produtos, e ajustar a voz da marca para esse idioma.
O que o Google pede
Para que um buscador mostre a versão certa a cada pessoa, o Google pede duas coisas:
- Uma URL por idioma. Nada de mudar o idioma da mesma página conforme um cookie ou a localização do visitante.
- Anunciar as versões entre si, com tags
hreflang, para que o Google saiba que a página em espanhol e a página em inglês são o mesmo conteúdo.
Se a sua loja publica em vários idiomas, essas duas peças dependem da plataforma da loja; o que depende do catálogo é ter cada versão completa e pronta.
Manter os idiomas sincronizados
O problema de fundo de um catálogo bilíngue não é a primeira tradução, é a segunda: quando a ficha original muda, quem se lembra de mudar a tradução? Por isso vale a pena que cada tradução saiba de qual versão saiu, e que seja possível detectar quando ela ficou para trás.
Erros comuns
- Traduzir a marca ou o nome do modelo. Um nome próprio fica igual em todos os idiomas.
- Traduzir sem converter. «12 polegadas» traduzido continua sendo uma medida que o outro mercado talvez não use.
- Deixar de fora os metadados. O título e a descrição para buscadores também são traduzidos; senão, a página se apresenta no idioma errado.
- Misturar idiomas na mesma página. Uma descrição em inglês com tópicos em espanhol confunde o comprador e o buscador.
Como o Bruxel resolve isso
No Bruxel, uma ficha publicada no idioma principal é traduzida para os outros idiomas da sua organização — espanhol, inglês, francês e português — em vez de ser gerada de novo. O texto é traduzido, e os códigos e os nomes próprios são copiados sem mudança. A tradução entra como mais uma versão no histórico, com a origem anotada, e cada idioma pode ser editado à mão separadamente. O guia de tradução explica isso, e o caso de uso um catálogo em dois idiomas mostra como enviar cada idioma ao seu canal.
Por onde começar
Comece pelos produtos que mais vendem e que mais ganhariam no novo mercado. Verifique se a ficha deles no idioma principal está completa e aprovada, traduza-os e peça a alguém que fale o idioma para revisar uma amostra antes de publicar tudo. Com essa amostra você afina a voz da marca para esse idioma, e o resto do catálogo sai com menos correções.
O tutorial em vídeo
Este tutorial tem vídeo em outros idiomas: em espanhol · em inglês
Perguntas frequentes
É melhor traduzir a ficha ou gerá-la de novo no outro idioma?
Traduzi-la. Uma segunda redação pode dizer coisas diferentes da primeira; uma tradução da ficha aprovada diz o mesmo em outro idioma e é mais fácil de revisar.
O que não se deve traduzir?
Os códigos (SKU, GTIN), os nomes próprios e de marca, os números e as unidades técnicas que o mercado usa da mesma forma. As unidades que mudam, como polegadas e centímetros, vale a pena converter, e não só traduzir.
Preciso de um domínio por país?
Não necessariamente. O Google aceita várias estruturas, como subdiretórios por idioma. O que ele pede é que cada idioma tenha a própria URL e que as versões se anunciem entre si.
Fontes
Sobre o autor
Manuel Mattar
Fundador da Bruxel.AI
Fundou em 2014 a Wolf Sellers, agência de comércio eletrônico na Cidade do México, e depois a Bruxel.AI, o PIM com IA.
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